A necessidade de compor coisas novas sempre foi uma constante na BENT. Como já comentei por aqui, apesar de sermos uma banda nova(?), já passamos por algumas fases diferentes no que se refere à composição. A gente tem muita coisa escrita, muita coisa encaminhada, mas com o passar do tempo, com o amadurecimento de todos – e a chegada de coisas novas – essas canções acabaram perdendo espaço. Já tivemos oportunidade de gravar algumas dessas coisas – o que poderia ter encerrado, de certa forma, um ciclo – mas não aconteceu. E eu não me arrependo. Fica a oportunidade de amadurecer idéias antigas, e evitamos possíveis decepções. Apesar de que, acredito eu, lidaríamos bem com esse tipo de coisa. Desde que começamos a pensar em colocar a banda em ação, o processo foi parecido. Na verdade, no início o Carlos desempilhou o amontoado de canções que tinha até então, e a gente começou a trabalhar aquilo juntos, nos ensaios. A partir de então, começamos a compor pensando na Banda. Ai o processo se uniformizou: Canções do Carlos pra banda + junção de idéias de todos pro arranjo, na hora de trabalhar no estúdio. Quebramos esse processo, a partir de Espero, que foi quando nós (Carlos e eu) começamos a colaborar em letras, também. Algumas coisas serviram mais como exercício de composição, mas o que vinga, normalmente funciona. Eis que, na noite do sábado passado inauguramos outra forma de compor, na banda. Lucas foi adicionado ao processo. Quer dizer, ele já tinha participado outras vezes, mas de forma tímida. Eu tinha essa melodia na cabeça, alguns acordes e só. Caneta e papel, idéias na mesa, e algum tempo depois nascia mais uma pedra bruta a ser lapidada. A melodia que nasceu no violão foi transportada pra escaleta. A letra saiu, em grande parte, da cabeça do Carlos. As intenções harmônicas e melódicas foram divididas entre nós três. Uma canção colaborativa. Eu chamo de pedra bruta, pois ela pode se tornar quase outra canção quando a trabalharmos à vera, nos ensaios (O que aconteceu, aliás, na manhã do mesmo sábado com Avulsa, outra nova). No ensaio são 4 cabeças direcionando igualmente a canção. Enfim, nosso objetivo pra noite de sábado era compor cinco (!!!) novas pedras brutas, mas 800ml de açaí, 3 podrões e 2 L de Coca Cola puseram fim na produção. Somos homens e não máquinas, afinal.
Resultado da composição cooperativa – Memórias (Título provisório. Ou não.):
E Avulsa (Ainda na fase pedra bruta. Em breve na fase lapidada.):
